Mostrar mensagens com a etiqueta Avós. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Avós. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ironia

Definição : forma de humor que consiste em dizer o contrário daquilo que se pretende dar a entender
(by www.infopedia.pt)

Através da Raquel, deparei-me com este texto delicioso do Eduardo Sá, dei por mim a sorrir para o monitor ao lembrar-me de que toda a minha vida a minha Avó me tratou assim, mima-me até mais não, por exemplo, já com 28 anos e se estiver a chover, o mais provável é receber um telefonema da minha Avó a dizer-me para não ir trabalhar!
 Adiante, fui ver os comentários ao texto e só me deu vontade de bater com a cabeça na parede á conta da estupidez alheia, a sério já não se aguenta ele é: "Pois é nem sei se o
hei-de tratar por dr. e estou tambem a perguntar a mim mesma se tambem obteve o diploma por CREDITOS,como o RELVAS tenho 59 anos e sou AVÔ DE 5 NETOS COM O MAIOR ORGULHO DO MUNDO, as melhores recordações que tenho da minha infancia muitas delas são com os meus AVÔS, se o Srº teve a felicidade de ter avos e conviver com eles pelos vistos as suas recordações não serão as melhores como tal não tome todos pela mesma BITOLA." ou: "O senhor é psicólogo?será que estudou na mesma universidade do relvas?sinceramente não concordo consigo,acho que precisa de ir a um psicólogo de verdade." Vá lá que este último votlou a ler o texto, desta vez com atenção e finalmente percebeu a ironia e: "Na verdade não li tudo e tirei conclusões erradas!!
Só me resta pedir desculpas ao Eduardo de Sá."
 Não é preciso ir muito mais longe, a blogosfera está cheia destes mal entendidos. Será que andamos a ficar todos um pouco mais "burros" que não percebamos conceitos como ironia ou sarcasmo,  será que andamos a ficar mais fundamentalistas e é ver-nos todos a bater no peito a atacar sem nos darmos ao trabalho de percebermos o outro lado, ou seremos simplesmente parvos?!

 
forma de humor que consiste em dizer o contrário daquilo que se pretende dar a entender

ironia In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-03-06].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/ironia>.
forma de humor que consiste em dizer o contrário daquilo que se pretende dar a entender

ironia In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-03-06].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/ironia>.
forma de humor que consiste em dizer o contrário daquilo que se pretende dar a entender

ironia In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-03-06].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/ironia>.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Eu sei que sou optimista...

... mas com dias como o de hoje é caso para pensar se o melhor não será mandar um valente FODA-SE para isto tudo, vejamos:

  • acordei tarde e a más horas depois de uma tareia de mais de 600kms
  • faltei ás aulas de código que eram de manhã
  • tenho a minha casa do avesso por causa de todas as coisas que tivemos de trazer de Braga ( e tanto trabalho que me deu a limpa-la - está bem escrito?)
  • o M achou que ás 12h30, quando eu ainda estava com a parte de cima do pijama vestida,  deveria de ir com ele á veterinária (não sabia ir sozinho? já sabemos que demoramos pelo menos 45m lá e nem sequer tinha lavado os dentes) nem valeu a pena dizer o contrário
  • para despachar comi um arroz de pato péssimo
  • vim trabalhar sem conseguir tomar banho (é a pior coisa que me pode acontecer)
  • vesti uns collants antigos de lã que me estão só a cair - estou assada no meio das pernas (acho que esta só a mim)
  • chateei-me com a minha Avó (possas magoaste-me tanto, não te pedi nada tu é que ofereceste, agora é feio voltares com a palavra atrás e ainda te sentires ofendida)
  • fui a única da empresa que não recebeu o ordenado mas a contabilista não consegue perceber o porquê (lá vou eu pagar a renda com atraso - detesto)
  • jantei o resto do arroz de pato péssimo
  • o meu pai  (passado 10 anos de sumiço) ligou-me... (parte cómica "ai filha apanhei o dengue e ouvi dizer que estás muito gorda" eu mereço?!)
 Agora resta-me chegar a casa e tomar um bom duche...


desculpem o desabafo, mas é isto ou chegar a casa e disparatar com o M sem necessidade

 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dias de descanso

Diz que até Sábado vou estar em casa, que chatice!
E o melhor de tudo? A minha Avó está cá connosco, ainda nem acredito que com  77 anos conseguiu enfiar-se num autocarro e fazer uma viagem de 300km sozinha (a minha avó sempre foi a pessoa mais medrosa que conheci até hoje).
Vão só ser três dias, mas vão ser três dias em que não vou estar com o coração fora do peito, com medo que lhe possa acontecer algo e ela esteja sozinha.
Desde que o meu Avô morreu, pensei várias vezes largar tudo o que conquistei aqui para ir morar novamente com a minha Avó para ela não ficar sozinha, mas voltei sempre com a decisão atrás, primeiro, porque já morava com o M e nossa a decisão de ficarmos juntos estava mais forte do que nunca e as minhas asas já tinham crescido.
Nesta decisão também pesou o facto de tanto a minha Mãe como o meu Tio estarem mais perto da minha Avo e, de nos últimos anos ter sido eu a arcar com a maior parte das responsabilidades, terei sido egoísta?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

2012 (parte II)

Pois é, 2012 foi mesmo um ano filho da mãe com a morte do meu Avô.
Mas como referi no post anterior, 2012 conseguiu também ser um ano maravilhoso.
Foi o ano em que passei a acreditar que a história da alma gémea é verdadeira, que o amor entre duas pessoas pode ser mesmo verdadeiro e profundo, não apenas uma paixão passageira.
Durante anos nunca fui pessoa de namorar á séria, conhecer os pais, namorar mais de um ano, etc. Apenas tive duas relações assim, em ambas uma terceira pessoa passou-me a perna!
Se fiquei para morrer? Não. Se fiquei triste? Sim, mas o orgulho ferido falou bem mais alto e logo tratei de não dar importância e passei para outras aventuras que tão bem me souberam!
Desde pequena, como a maior parte das meninas, sempre sonhei com o meu príncipe encantado e o casamento mas não passei a minha vida á procura do Tal, limitei-me a curtir bem a minha vida, fazendo parvoíce atrás de parvoíce, por momento algum pensei que fosse ficar para "tia", ou seja, foi algo que nunca me preocupou.
Sempre fui de paixões, quer dizer mais para o lado físico do que propriamente sentimental (consegui explicar-me?!).
Até que me fartei de tudo o que tinha e fugi, fugi para 300 km de casa, fartei-me de tudo, da minha família (que tanto amo e não  os trocava por nada), mas que sempre foram todos muito dependentes de mim, desde os 17 anos que arcava com a responsabilidade (sobretudo emocional) de todos, comecei a sentir a pouco e pouco que se não ganhasse as minhas asas dificilmente conseguiria sair do ninho, e aí o meu querido Avô sempre me apoiou, foi o primeiro a dizer-me para "ganhar tomates" e fazer-me á vida, que dificilmente me tornaria independente e eles também, e tendo em conta que já passava dos 25 anos, começou a fazer sentido. Até que do nada uma oferta apareceu-me do céu, ir trabalhar durante o Verão para o Algarve, com casa e despesas pagas, nem pensei duas vezes e vim!
Lá vim eu, um Verão no Algarve sozinha?! De certeza que iria ser a p*** da loucura!
Ahahah como eu me enganei!
Acabei por conhecer o M, um café aqui, umas minis ali, uma ida relâmpago ao Alive para ir ver os Coldplay, e nada se tinha passado, conversa aqui conversa ali, percebemos que o que ambos queríamos era mesmo "p***s e vinho verde" , ou seja em sintonia para curtirmos a vida convidei-o (com uma grande lata e sabendo o desfecho provável de cada um para seu lado no final) para irmos passar um fds dos dois em Sagres, pois que fomos, voltamos e um ano e meio continuamos juntos!
Porra! Fiquei parva, basicamente dormimos quase todas as noites juntos desde que nos conhecemos!
Mesmo com a minha família de férias em minha casa, escapulia-me para ir dormir a casa dele (morávamos muito perto um do outro), nem um mês depois do fds em Sagres começámos a morar juntos.
E todos os dias o nosso Amor tem vindo a crescer, a tornar-se maduro; ao contrário do normal, não senti uma paixão enorme de inicio, pelo contrário, sentia um carinho, uma vontade de continuar ao lado dele, um sentimento que me ocupou o coração e todos os dias tem continuado a crescer. Em certas alturas foi estranho, pois não nos conhecíamos como deve de ser, mas o facto de nos deitarmos juntos todos os dias deu-nos uma cumplicidade fora do normal.
Quando o meu Avô faleceu ele esteve sempre ao meu lado e da minha família, não nos largou um segundo, ai o meu Avô gostava tanto dele, estava tão feliz por me saber bem entregue e o M adorava o meu Avô.
Mesmo estando a maior parte do tempo com os olhos cheios de lágrimas (como estou de momento), consegui acordar em 2012 todos os dias com um sorriso nos lábios, por amar e me sentir amada, por ter um homem ao meu lado que faz tudo para eu me sentir feliz, mesmo quando temos as discussões típicas de um casal temos uma regra:
- Nunca nos deitamos chateados, temos sempre de resolver o quer que seja que nos perturbe antes de nos deitarmos, para todas as noites digamos amo-te  e todos os dias ao acordar igual.
(to be continued)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2012 (parte I)

Desta vez custa-me fazer balanços, 2012 foi um ano filho da p**** e  ao mesmo tempo maravilhoso!
Como é que é possível?
Em Fevereiro morreu o meu Avô, ou melhor o meu Pai, o Homem que sem me conhecer de lado nenhum deixou-me entrar na sua casa e criou-me como sua, tudo o que sou hoje devo-o a Ele. E tanta falta que o meu Avô me faz.
Foi ele, como militar a vida toda, que me ensinou que as regras devem de ser cumpridas (apesar da maior parte das vezes eu não fazer caso disso), foi o meu Avô que me levou a conhecer a beleza de quase todos os cantos do nosso país, foi o meu Avô, quando parti a perna com 9 anos, que me carregou durante 1 mês ao colo para todo o lado. Quando a minha Avó achou umas fotografias minhas a fumar uma ganza foi o meu Avô que disfarçou imediatamente dizendo que era tabaco de enrolar sabendo que era uma coisa normal da idade, foi por causa do meu Avô e da imensidão de filmes que vimos juntos que aos 6 anos já percebia um filme com legendas, foi sempre o meu Avô a apoiar-me nas saídas á noite desde que eu estivesse ás x horas em casa, foi o meu Avô que me ensinou a ser organizada com o IRS (apesar de ainda não ser tão perfeita como ele), o meu Avô, que não era de dar muitos afectos mas que se derretia todo quando lhe dávamos beijinhos!
O meu Avô, que com dois filhos casados e  já nos seus 60 anos, pronto para gozar a reforma, que aceita um bebé de um mês, sem saber quem era a mãe ou o pai, como seu.
(Apenas lhes chamo Avós devido á diferença de idades)
Foi o meu Avô que me levou á sua terra natal em Arraiolos e me mostrou a sua parte da família, tios e primos que ainda hoje me consideram mais importante do que de sangue.
Foi o meu Avô, e a minha Avó é claro, que me mostraram a realidade do ditado popular "parir é dor criar é amor".
Foi o meu Avô, a primeira pessoa a adorar as minha ameijoas á Bulhão Pato, foi o meu Avô que  punha o meu soutien (enorme) na cabeça a fingir de chapéu e ria-se que nem um perdido!
Foi o meu Avô que me defendeu sempre!
Foi o Pai verdadeiro para mim... Que saudades meu Avô.
(to be continued)